Bortoleto aponta motor e calor como teste em Singapura
O brasileiro fala em adaptação ao horário, desgaste físico e confiança nas curvas para a etapa em Marina Bay.
Em poucas linhas
- Bortoleto tratou Singapura como uma das provas mais exigentes do calendário por causa do horário, do calor e do traçado de rua.
- O brasileiro contou que a rotina dos pilotos muda para o padrão europeu e que a adaptação passa por sono, alimentação e preparo físico.
- Ele afirmou que o motor segue como dúvida na Audi, enquanto o chassi e as curvas alimentam a confiança para o fim de semana.
Gabriel Bortoleto chegou ao paddock de Marina Bay tratando o GP de Singapura como um dos desafios mais duros do calendário da Fórmula 1. Em conversa exclusiva com o ge nesta quinta-feira, o brasileiro falou sobre o impacto do calor, da umidade e da rotina alterada para correr no horário europeu, além de analisar o momento da Audi para a etapa.
Marina Bay exige adaptação dentro e fora do carro
O circuito de Singapura carrega a fama de prova desgastante por reunir um traçado de rua, com muros e guard rails muito próximos, e um clima quente e úmido típico do Sudeste Asiático. Para Bortoleto, esse conjunto faz com que a preparação comece muito antes de o carro ir para a pista.
Correndo pela segunda vez no local, o brasileiro explicou que o problema não está apenas em se acostumar ao traçado, mas em manter o corpo pronto para funcionar em um horário fora da lógica da rotina local. Segundo ele, a corrida começa às 8h da noite e termina às 10h da noite, o que empurra o padrão de sono e alimentação dos pilotos para bem depois do normal em Singapura.
Na avaliação do piloto, isso obriga todos a mudarem completamente a dinâmica do dia a dia. Ele disse que não basta ficar acordado até tarde, porque o objetivo é estar com o corpo no ponto certo quando as atividades de pista começam e quando a corrida exige mais da parte física e mental.
Rotina europeia vira parte da preparação
Bortoleto contou que o ajuste de horário costuma levar os pilotos ao chamado ritmo europeu, uma adaptação que altera a hora de dormir, de comer e até de treinar. A lógica é simples: se a atividade em pista acontece fora do horário local, o organismo também precisa acompanhar esse relógio diferente.
O brasileiro resumiu a dificuldade ao dizer que, quando a rotina segue o horário de Singapura, o sono já bate antes do momento em que o trabalho de pista realmente vai começar. Por isso, a mudança de hábito se torna parte central do fim de semana e precisa acontecer com antecedência para não comprometer a preparação.
Esse tipo de ajuste tem peso ainda maior em uma etapa marcada pelo desgaste físico. Em Singapura, o calor e a umidade cobram mais do piloto e da equipe, o que faz com que a adaptação fora do carro seja tratada como extensão do próprio acerto da corrida.
Treino com Norris e atividades para suportar o calor
Na mesma semana do GP, Bortoleto dividiu momentos de preparação física com Lando Norris. Os dois participaram da entrevista oficial da FIA nesta quinta-feira e também aproveitaram dias anteriores para fazer atividades juntos antes da etapa de Marina Bay.
Entre os programas citados pelo brasileiro, estiveram partidas de padel e outras ações voltadas ao condicionamento. A ideia, segundo ele, foi se acostumar melhor às condições do clima local, já que a corrida promete exigir bastante de todos os envolvidos.
Bortoleto relatou a situação com bom humor e disse que acabou brincando com Norris durante o período em que estiveram juntos. Mesmo assim, deixou claro que a convivência e o treino tiveram objetivo prático: chegar mais pronto ao fim de semana e reduzir o impacto do calor na performance.
Chassi anima, unidade de potência ainda preocupa
Do ponto de vista esportivo, o brasileiro acredita que Singapura pode oferecer uma janela interessante para a Audi. Ele lembrou que o circuito tende a premiar carros eficientes em curvas de baixa e média velocidade, área em que a equipe tem conseguido mostrar evolução ao longo da temporada.
Ao mesmo tempo, Bortoleto foi direto ao dizer que a unidade de potência ainda impede uma leitura mais precisa sobre o que pode acontecer antes dos treinos. Segundo ele, o clima recente tem afetado o funcionamento do motor e criado um déficit em relação a rivais, algo que continua sendo uma variável importante para a corrida.
O piloto evitou entrar em detalhes técnicos sobre o problema, mas deixou claro que a preocupação existe. A leitura é de que a equipe precisa equilibrar o bom comportamento do chassi com a limitação na parte mecânica para tentar ser competitiva no traçado de Marina Bay.
Pacote de Baku reforça confiança na evolução
Mesmo com a dúvida sobre o motor, Bortoleto valorizou o trabalho de desenvolvimento feito pela Audi nas últimas etapas. Em Baku, a equipe levou um pacote aerodinâmico com 14 mudanças, apresentado como um passo importante na busca por mais eficiência nas curvas.
Segundo o brasileiro, as atualizações funcionaram bem e ajudaram a confirmar pontos fortes do carro nas curvas. Ele também afirmou que a equipe compreendeu melhor onde está deficiente e onde conseguiu avançar, o que reforça a sensação de que houve progresso real no projeto.
Esse tipo de evolução ganha ainda mais relevância na temporada de estreia da Audi. Para Bortoleto, o desenvolvimento precisa ser visto como um processo de construção, e não como uma solução imediata para todos os problemas do time.
Paciência e construção marcam o discurso da estreia
O brasileiro defendeu que nada se resolve de forma rápida na Fórmula 1, especialmente quando uma equipe está em sua primeira temporada no grid. Na avaliação dele, seria fácil demais esperar um acerto definitivo em pouco tempo, mas o nível de competitividade da categoria exige continuidade no trabalho.
Bortoleto disse que o caminho da Audi passa por paciência, desenvolvimento constante e entendimento do próprio pacote. A mensagem foi de que a equipe deve seguir na mesma direção, sem tentar acelerar etapas que normalmente levam mais de uma temporada para maturar.
No curto prazo, a expectativa é usar Singapura para medir o carro em um cenário diferente de pistas recentes e observar como o conjunto responde a um circuito de rua de alta exigência. A combinação de curvas lentas, calor e desgaste físico faz da prova um teste importante para o que a Audi vem construindo.
O que o fim de semana muda para Bortoleto
Para o brasileiro, a etapa serve como um termômetro duplo: do próprio preparo físico e do pacote técnico da equipe. Se o carro responder bem nas curvas e o motor não limitar demais o rendimento, Singapura pode render um retrato mais claro do potencial da Audi neste momento da temporada.
Se a parte mecânica pesar, a corrida também vai ajudar a reforçar onde está a prioridade de evolução para o futuro. Bortoleto já deixou claro que enxerga no motor o principal salto a ser dado, enquanto o chassi vem entregando sinais positivos e sustentando a confiança do time para a reta final do ano.
O cenário, portanto, é de avaliação prática. Em Marina Bay, a pista costuma separar rapidamente quem chega preparado de quem sofre para se adaptar, e Bortoleto entra no fim de semana com essa leitura bem definida.
Quando Bortoleto volta à pista
O GP de Singapura será disputado neste domingo, a partir de 9h, no horário de Brasília. A corrida terá transmissão da TV Globo e do sportv 3, com acompanhamento em tempo real do ge.globo durante todas as atividades de pista.
Antes da largada, o brasileiro ainda terá a rotina de ajustes finais para encaixar corpo e carro na lógica da etapa. A missão é transformar a adaptação ao calor, ao relógio europeu e às características de Marina Bay em desempenho suficiente para aproveitar o que a Audi oferece neste momento.
Perguntas frequentes
Quando é o GP de Singapura? No domingo, a partir de 9h, no horário de Brasília.
Onde assistir à corrida? A transmissão será da TV Globo e do sportv 3.
O ge.globo vai acompanhar a etapa? Sim, com cobertura em tempo real de todas as atividades de pista.
Qual é a principal dificuldade citada por Bortoleto? A adaptação ao horário, ao calor e à umidade de Singapura.
Fontes
IMAGINE CompanyQuer mais clientes vindo do digital?Tráfego pago, sites e Google Meu Negócio com foco em vendas.Pedir diagnóstico →Mais de Fórmula 1
Mercedes pune Russell e ele perde ao menos 10 posições em Singapura
A troca da unidade de potência obriga George Russell a cumprir penalidade na corrida principal do GP de Singapura.
Fórmula 1 usa bandeiras para decidir risco e punição na pista
Cada cor orienta pilotos, muda o ritmo e pode alterar a estratégia da prova.
Verstappen vence no Bahrein e empata com Norris na sexta
Holandês da Red Bull ganhou em Sepang; Kimi Antonelli segue líder com 320 pontos e Singapura é a próxima etapa.








