Brasil convoca Rebeca, Flávia e Nory para o Mundial
CBG define as seleções para Roterdã com retorno de Rebeca Andrade e peso olímpico na disputa por equipes.
Em poucas linhas
- CBG fechou as seleções masculina e feminina que vão a Roterdã, com Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Arthur Nory e Diogo Soares entre os destaques.
- A convocação mistura atletas experientes e nomes de renovação, depois de campanhas recentes que garantiram a vaga brasileira no Mundial.
- O torneio volta a distribuir medalhas por equipes e também vale classificação antecipada para Los Angeles-2028.
- Rebeca retorna ao Mundial após ficar fora da edição anterior, enquanto Flávia e Arthur chegam com resultados fortes na Copa do Mundo.
A Confederação Brasileira de Ginástica definiu as seleções que vão representar o país no Mundial de Ginástica Artística de 2026, em Roterdã, com Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Arthur Nory e Diogo Soares entre os convocados. A competição será disputada de 17 a 25 de outubro, nos Países Baixos, e terá peso direto na corrida por vaga olímpica.
Convocação reúne os principais nomes do ciclo
No feminino, o Brasil será representado por Flávia Saraiva, Gabriela Bouças, Lorrane Oliveira, Rebeca Andrade, Sophia Weisberg e Thaís Fidélis. A lista masculina tem Arthur Nory, Bernardo Miranda, Diogo Soares, Johnny Oshiro, Patrick Sampaio e Vitaliy Guimarães.
A composição das equipes mostra a aposta da comissão técnica em um grupo que combina experiência internacional e ginastas em consolidação. Entre as mulheres, três nomes já conhecem o peso de grandes decisões. Entre os homens, a base mais rodagem recente ficou concentrada em Nory e Soares, enquanto os demais seguem ampliando espaço em competições de alto nível.
O anúncio também confirma o desenho da preparação do Brasil para um Mundial que volta a dar medalhas por equipes. Para uma seleção que vem acumulando resultados importantes no cenário continental e na Copa do Mundo, a lista serve como fotografia do momento e também como ponto de partida para a reta final de trabalho.
Rebeca retorna após ausência na edição anterior
Rebeca Andrade volta ao Mundial depois de não disputar a edição de 2025, em Jacarta. A maior medalhista olímpica da história do Brasil retomou as competições internacionais nesta temporada e participou diretamente do processo que levou a seleção feminina à vaga em Roterdã.
Em junho, no Campeonato Pan-Americano, no Rio de Janeiro, Rebeca integrou a equipe que levou a prata por equipes com 157,796 pontos, atrás dos Estados Unidos. Naquela competição, ela atuou no salto e fez parte da campanha que recolocou o Brasil entre os times classificados para o Mundial.
A volta da ginasta tem impacto esportivo e simbólico. Além da liderança dentro do grupo, ela é uma referência técnica para uma seleção que já sabe competir em grandes palcos e agora mira um torneio com disputa coletiva novamente incluída no quadro de medalhas.
Brasil feminino leva experiência e novas opções
A equipe feminina chega a Roterdã com três ginastas que estiveram no pódio olímpico por equipes em Paris 2024: Rebeca, Flávia e Lorrane. Esse trio sustenta a parte mais experiente da convocação e ajuda a explicar por que o Brasil entra na competição com ambição de brigar por posições relevantes.
Ao redor dessas atletas, a CBG chamou Gabriela Bouças, Sophia Weisberg e Thaís Fidélis, nomes que ampliam as opções de montagem de séries e dão mais alternativas para a comissão técnica definir quem compete em cada aparelho. A leitura da convocação indica que o país quer profundidade, não apenas pontuações individuais isoladas.
Os resultados recentes reforçam esse cenário. Na etapa de Szombathely da Copa do Mundo, em setembro, Flávia conquistou ouro nas barras assimétricas e na trave, além de prata no solo. Rebeca foi prata na trave, e Lorrane levou o bronze no solo, sequência que mostra o grupo em boa forma técnica antes do Mundial.
Flávia e Lorrane chegam com confiança internacional
Flávia Saraiva vive um momento de consistência em aparelhos que exigem precisão e controle. Os pódios na Hungria mostram não só competitividade, mas também capacidade de repetir apresentações em provas diferentes dentro do mesmo evento, algo valioso em competições longas.
Lorrane Oliveira também chega fortalecida. Além de estar entre as medalhistas em Paris 2024, ela voltou a subir ao pódio no solo na etapa da Copa do Mundo, sinal de que segue como peça importante tanto para a disputa coletiva quanto para finais por aparelho.
Com Rebeca, Flávia e Lorrane no elenco, o Brasil sustenta a campanha feminina em três frentes: experiência, regularidade e potencial de decisão. Isso aumenta o leque de escolhas para a competição e dá ao time mais margem para reagir a eventuais variações de nota ao longo das fases.
Roterdã vale mais do que medalha
O Mundial terá importância especial no caminho para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Segundo a CBG, as três seleções mais bem colocadas na disputa por equipes, tanto no masculino quanto no feminino, garantem classificação antecipada para a próxima Olimpíada.
Isso altera a leitura da competição desde a preparação. Em vez de tratar o torneio apenas como vitrine de finais individuais, o Brasil entra com atenção redobrada ao conjunto de apresentações, porque o resultado coletivo pode antecipar a vaga e reorganizar o planejamento do ciclo.
O torneio em Roterdã também marca o retorno das medalhas por equipes ao Mundial, algo que não acontecia desde Antuérpia 2023. Para seleções como a brasileira, que cresceram em provas de conjunto nos últimos anos, esse formato recupera uma disputa que conversa diretamente com a identidade do grupo.
Seleção masculina aposta em base conhecida
No masculino, Arthur Nory e Diogo Soares lideram uma convocação que também inclui Bernardo Miranda, Johnny Oshiro, Patrick Sampaio e Vitaliy Guimarães. A presença de nomes que já competiram juntos em torneios recentes ajuda a dar continuidade ao trabalho da seleção.
O Brasil chegou ao Mundial depois de terminar o Campeonato Pan-Americano na quarta colocação por equipes, com 234,927 pontos. Canadá, Colômbia e Estados Unidos ficaram à frente na classificação, e o resultado foi suficiente para assegurar a presença brasileira no torneio europeu.
A equipe ainda carrega a experiência dos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé, onde o país ficou com o ouro por equipes no masculino. Naquela formação estiveram Bernardo Miranda, Diogo Soares, Johnny Oshiro, Patrick Sampaio e Vitaliy Guimarães, cinco dos seis nomes agora chamados para o Mundial.
Arthur Nory chega em fase forte nas provas de aparelho
Arthur Nory vive um bom momento na barra fixa. Na etapa de Szombathely, ele conquistou o ouro com 14,133 pontos, resultado que reforça sua condição de especialista e aumenta o peso da sua presença na seleção brasileira.
Diogo Soares, por sua vez, aparece como um nome central para a construção da equipe por reunir experiência recente em competições internacionais e participação na campanha que assegurou a vaga do país. A convocação sinaliza confiança em um núcleo já testado e que pode oferecer estabilidade nas provas.
Como parte do grupo já disputou Santa Fé, o entrosamento pode ser um trunfo importante. Em Mundial, cada rotação e cada aparelho pedem precisão na escolha dos atletas, e a repetição de algumas combinações ajuda a encurtar a adaptação entre um evento e outro.
O que muda para o Brasil a partir da convocação
Com a lista fechada, a seleção passa a trabalhar com cenário definido. Isso permite organizar treinos, distribuição de aparelhos e preparação específica para cada ginasta dentro do planejamento que mira o Mundial e, no horizonte mais longo, a corrida olímpica.
Para o feminino, o maior ganho está na soma entre liderança técnica e atletas capazes de entregar notas relevantes em mais de uma prova. Para o masculino, a prioridade parece ser manter estabilidade coletiva e tirar proveito de atletas que já mostraram resultado em eventos recentes do continente e da Copa do Mundo.
O Brasil chega a Roterdã sustentado por resultados que ajudam a explicar a convocação. A prata continental, os pódios na Hungria e o ouro sul-americano no masculino compõem um quadro de competitividade que coloca a seleção em posição de atenção dentro do cenário internacional.
Perguntas frequentes
Quando será o Mundial? A competição está marcada para 17 a 25 de outubro.
Onde o torneio acontece? As provas serão no Rotterdam Ahoy, em Roterdã, nos Países Baixos.
Quem são os principais nomes do Brasil? Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Arthur Nory e Diogo Soares estão entre os convocados de maior destaque.
O Mundial vale vaga olímpica? Sim. As três melhores seleções por equipes no masculino e no feminino garantem classificação antecipada para Los Angeles 2028.
O Brasil volta a disputar medalha por equipes? Sim. O torneio retoma a entrega de medalhas por equipes depois de Antuérpia 2023.
Com a convocação divulgada, a ginástica brasileira entra na fase final de preparação com um grupo que reúne experiência, resultados recentes e chance real de influenciar a disputa em Roterdã.






