Fluminense ainda precisa levantar R$ 160 milhões em vendas
Segundo o netflu, o clube ainda precisa vender jogadores para alcançar a projeção da temporada, e Martinelli aparece como principal ativo.
Em poucas linhas
- O netflu informou que o Fluminense ainda precisa arrecadar cerca de R$ 160 milhões em vendas para atingir a projeção de R$ 218 milhões.
- Martinelli é apontado como o nome mais valioso do elenco, mas o clube não tem 100% dos direitos econômicos.
- Hércules, John Kennedy, Canobbio, Freytes e Riquelme Felipe também aparecem na lista de possíveis movimentações.
- Premiações podem ajudar o caixa, mas não eliminam a necessidade de negociar atletas.
Reportado Informação de veículo jornalístico, sem confirmação oficial · Fonte: netflu com análise atribuída ao jornalista Gabriel Amaral, do canal Raiz Tricolor.
O Fluminense ainda precisa levantar cerca de R$ 160 milhões em vendas para alcançar a projeção de R$ 218 milhões da temporada, segundo informação publicada pelo netflu com base em análise do jornalista Gabriel Amaral, do canal Raiz Tricolor. A leitura é de que o clube seguirá pressionado pelo mercado da bola para equilibrar as contas.
Quanto o clube já fez com negociações
De acordo com o levantamento apresentado, o Tricolor já garantiu aproximadamente R$ 58 milhões com transferências. A maior fatia veio da saída de Bernal para o Betis, operação que rendeu R$ 37 milhões aos cofres do clube.
O mesmo apanhado ainda cita R$ 5 milhões ligados a Jhon Arias na ida para o Palmeiras e outros R$ 5 milhões pela negociação de Gerson com o Cruzeiro. Santi Moreno responde por uma faixa entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões, enquanto Lelê teria gerado cerca de R$ 1 milhão na transferência para o futebol do Chipre.
O quadro divulgado pelo veículo mostra que o Fluminense já fez uma série de movimentações menores, mas ainda está longe da meta que havia sido traçada para o ano. A consequência prática é clara: novas saídas devem seguir no radar do departamento de futebol.
Martinelli surge como principal ativo
Na avaliação de Gabriel Amaral, Martinelli é hoje o jogador mais valorizado do elenco e aparece como a principal possibilidade de grande venda. O volante, porém, tem uma particularidade importante: o Fluminense não é dono de 100% dos direitos econômicos.
Segundo o levantamento, o clube detém aproximadamente 50% do passe do atleta. Isso reduz a fatia de uma eventual negociação e muda a lógica de uma operação, porque o impacto financeiro para o caixa não seria integral.
Martinelli tem contrato até dezembro de 2030 e possui passaporte italiano, fator que pode facilitar uma transferência para o futebol europeu. Mesmo assim, o cenário não indica uma saída imediata, já que o jogador não demonstra pressa para deixar o clube e vem sendo tratado como alguém tranquilo diante de possíveis propostas.
Ou seja, o Fluminense vê no volante um ativo forte, mas não trata uma venda como consequência automática. A situação depende de oferta, momento e interesse das partes, o que mantém o tema em aberto para as próximas janelas.
Hércules entra na lista de nomes observados
Outro jogador citado como potencial fonte de receita é Hércules. O volante já despertou interesse no mercado internacional e o Zenit, da Rússia, chegou a fazer uma consulta, embora nenhuma negociação tenha avançado até aqui.
O Fluminense possui 70% dos direitos econômicos do jogador, adquirido junto ao Fortaleza por R$ 30 milhões. O contrato vai até 2029, o que também dá ao clube margem para negociar em posição menos pressionada do que em contratos curtos.
Ainda assim, a expectativa de uma venda expressiva é considerada menor do que no caso de Martinelli. A avaliação do jornalista é que Hércules tem mercado, mas não surge hoje como a principal alternativa para resolver o problema financeiro do clube.
John Kennedy lida com lesão e perde força no mercado
John Kennedy também já foi alvo de especulações envolvendo clubes europeus, mas a situação atual pesa contra uma negociação mais robusta. O atacante sofreu uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho e deve retornar apenas entre fevereiro e março.
Com isso, ele deve chegar à próxima janela ainda em recuperação, o que naturalmente reduz o apetite de compradores. Segundo a análise citada pelo netflu, o problema tende a empurrar o valor do jogador para baixo, já que interessados costumam agir com mais cautela quando existe um histórico recente de lesão.
Esse tipo de cenário altera o poder de barganha do clube. Em vez de uma venda de maior retorno imediato, a tendência é de que o Fluminense tenha de administrar o tempo de recuperação antes de qualquer discussão concreta sobre transferência.
Canobbio perde força apesar do interesse anterior
Canobbio era visto como outro nome com potencial para render uma venda importante, mas não alcançou a valorização que se imaginava. Antes da Copa do Mundo, o River Plate demonstrou interesse no atacante e, depois da competição, surgiram possibilidades ligadas a clubes da Rússia.
O próprio jogador, porém, não demonstra interesse em se transferir para esse mercado. Aos 28 anos, ele ainda pode gerar uma boa quantia ao Fluminense, mas a idade reduz a chance de uma disputa mais intensa por parte de clubes europeus.
Na avaliação de Gabriel Amaral, o cenário faz com que o uruguaio tenha menos chance de representar uma das melhores vendas possíveis do elenco. A leitura é de que o clube pode até negociar, mas sem a expectativa de um leilão como ocorreria com nomes mais jovens ou em alta.
Freytes e Riquelme Felipe perderam valor
Juan Pablo Freytes também aparece como um jogador que pode entrar no radar do mercado, mas em condição diferente dos nomes mais valorizados. O zagueiro de 26 anos já recebeu uma proposta de aproximadamente 5 milhões de euros do exterior e chegou a se valorizar após a temporada de 2025.
O rendimento apresentado neste ano, no entanto, fez o valor de mercado cair. Isso enfraquece a chance de o Fluminense repetir uma negociação de patamar mais alto no curto prazo, justamente num momento em que o clube precisa de caixa.
Riquelme Felipe também perdeu espaço. Aos 19 anos, o jovem ainda tem margem para recuperar valor, mas a baixa minutagem em sequência no profissional prejudicou a valorização. No mercado da bola, tempo de campo costuma pesar, e o atacante não conseguiu transformar promessa em preço maior por enquanto.
Wesley Natã aparece como aposta de longo prazo
Entre os nomes da base, Wesley Natã surge como uma aposta para o futuro. O atacante da geração 2008 vem se destacando no sub 20 comandado por Fred e já estreou pelo time profissional, inclusive em uma partida da Libertadores.
Apesar disso, a leitura divulgada por Gabriel Amaral é de que o jovem não deve ser usado como solução imediata para a necessidade financeira do Fluminense. A ideia seria exatamente a oposta: dar mais espaço e visibilidade para que o atleta ganhe valor ao longo do tempo.
Em um clube que precisa fazer caixa sem desmontar o elenco de uma vez, esse tipo de planejamento passa a ser estratégico. Nem todo ativo pode ser convertido rapidamente em dinheiro, e a base entra como ferramenta de formação de receita futura.
Premiações ajudam, mas não resolvem sozinhas
O levantamento também lembra que existe uma outra frente de arrecadação: as premiações por conquistas. Um eventual título da Libertadores, por exemplo, colocaria uma quantia relevante nos cofres do Fluminense.
O problema, segundo a informação publicada, é que o valor não fica integralmente com o clube. Parte importante costuma ser destinada aos jogadores em forma de bichos, bônus e cláusulas contratuais, o que reduz o impacto líquido para a diretoria.
Na conquista inédita de 2023, houve a estimativa de que entre 50% e 60% do valor recebido teria sido repassado aos atletas de diferentes maneiras. Isso ajuda a entender por que uma campanha vitoriosa não elimina por completo a necessidade de vender jogadores.
O Fluminense, portanto, segue diante de um dilema conhecido no futebol brasileiro: precisa fazer dinheiro sem perder competitividade esportiva. Entre os nomes citados, Martinelli aparece como o mais forte, Hércules vem logo atrás, e os demais dependem de contexto, recuperação e mercado.
No fim, o quadro mostrado pelo netflu aponta para um clube que ainda precisa encontrar soluções no mercado da bola para fechar a conta da temporada. As peças existem, mas nem todas têm o mesmo potencial de venda, e é isso que vai ditar o ritmo das próximas decisões.
Classificação da informação principal: REPORTADO. Fonte: netflu, com apuração atribuída ao jornalista Gabriel Amaral, do canal Raiz Tricolor.
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