De la Cruz vive melhor fase física e disputa vaga no meio-campo
Uruguaio diz ter sequência de treinos em 2026; departamento médico cita terapia regenerativa e gestão de carga.
Em poucas linhas
- De la Cruz afirmou, em entrevista ao site oficial do Flamengo, que vive um momento físico melhor e quer aproveitar as chances.
- Fernando Sassaki, chefe do departamento médico rubro-negro, disse que o uruguaio ficou mais disponível ao longo do ano e respondeu bem ao trabalho de regeneração.
- A disputa por espaço no meio-campo aumentou com a ascensão de Evertton Araújo, a consolidação de Jorginho, a chegada de Paquetá e o retorno de mais minutos para Saúl.
- Com Arrascaeta como desfalque, o Flamengo pode usar De la Cruz na criação, mas a comissão técnica mantém controle de carga sobre o jogador.
O Flamengo conta com De la Cruz como uma das alternativas para o meio-campo na reta final da temporada, agora em um cenário diferente do que se imaginava quando o uruguaio foi contratado. Em entrevista divulgada pelo próprio clube, o jogador disse que vive boa fase física e quer transformar essa evolução em mais espaço na equipe.
O momento chega em meio a uma mudança importante no setor. Com Arrascaeta como desfalque, abre-se uma vaga na criação, mas a concorrência interna também cresceu. A comissão técnica ainda administra a carga do atleta e tenta equilibrar desempenho, disponibilidade e necessidade do time.
O que mudou para De la Cruz em 2026
De la Cruz afirmou que conseguiu manter sequência maior de treinamentos ao longo da temporada. O uruguaio disse que teve apenas uma lesão no período e avaliou a própria condição como um dos melhores momentos desde que chegou ao clube.
Segundo o jogador, a principal diferença em relação ao ano anterior está na continuidade do trabalho diário. Ele reconheceu que lesões fazem parte da carreira de qualquer atleta, mas destacou que a consistência física abre caminho para estar disponível quando o treinador precisar.
A fala ajuda a explicar por que o Flamengo voltou a ver o meia como opção mais confiável para o elenco. O clube havia convivido com restrições físicas do atleta em temporadas anteriores, e agora tenta aproveitar uma fase de maior estabilidade para ampliar as alternativas no setor central.
O controle de carga virou parte da rotina
Fernando Sassaki, chefe do departamento médico rubro-negro, explicou que o trabalho feito com De la Cruz tem dado resultado. De acordo com o profissional, o uruguaio não apresentou em 2026 as mesmas lesões no joelho registradas no ano anterior.
O médico também informou que, no início da temporada, o Flamengo realizou terapia regenerativa na região dos joelhos e passou a gerenciar melhor os esforços do atleta ao longo do calendário. A ideia foi reduzir riscos e permitir que o jogador conseguisse permanecer mais tempo à disposição.
Há ainda um histórico recente de problemas musculares. Entre agosto e setembro, De la Cruz sofreu uma lesão na coxa esquerda e ficou afastado por 22 dias, mas retornou depois de cumprir o período de recuperação indicado pelo departamento médico.
Os números mostram mais presença, mas menos jogos como titular
Os dados internos do período analisado pelo ge indicam que o uruguaio esteve mais disponível em 2026 do que em 2025. Até 20 de setembro, ele aparecia à disposição em 31 partidas, contra 29 no ano anterior.
A leitura, porém, muda quando o recorte é o onze inicial. A utilização como titular caiu de forma acentuada, o que mostra que a melhora física não significou retomada automática de protagonismo dentro do time.
O contraste com as temporadas anteriores reforça esse ponto. Na primeira passagem como peça mais regular da equipe, o meia começou a maior parte dos jogos que disputou, mas depois viu o número de aparições entre os titulares diminuir até chegar ao atual estágio, em que entra com frequência durante as partidas.
A concorrência cresceu no meio-campo do Flamengo
Se antes De la Cruz era visto como alternativa direta para substituir Arrascaeta em caso de necessidade, hoje ele disputa espaço em um setor mais povoado. Evertton Araújo aproveitou as oportunidades e ganhou espaço na ausência de Pulgar, enquanto Jorginho se firmou como uma das referências da faixa central.
Além deles, o Flamengo também passou a contar com Paquetá e voltou a dar mais minutos a Saúl nas últimas semanas. A soma desses nomes ampliou a disputa por funções parecidas, sobretudo em uma equipe que precisa encontrar equilíbrio para a fase decisiva da temporada.
Na prática, isso significa que De la Cruz não depende apenas da condição física para voltar a ser titular. Ele precisa convencer a comissão técnica em um ambiente de concorrência elevada, no qual cada escolha passa a considerar momento, encaixe tático e preservação de elenco.
O uruguaio fala em estar pronto para quando a chance vier
Na entrevista divulgada pelo clube, De la Cruz deixou claro que enxerga a disputa interna como algo natural. O meia afirmou que o nível do Flamengo é alto e que a definição sobre quem entra em campo cabe ao treinador.
Ele também disse que segue trabalhando para estar à disposição diariamente e que quer aproveitar a próxima oportunidade sem perda de ritmo. O discurso é alinhado ao planejamento rubro-negro, que tenta manter o jogador pronto para os jogos mais relevantes da reta final.
Esse cuidado não surgiu agora. Desde as últimas temporadas, o Flamengo trata o caso do uruguaio com atenção especial para evitar recaídas e extrair o máximo do atleta sem forçar uma sequência que possa gerar novo problema físico.
O que muda para o Flamengo sem Arrascaeta
A ausência de Arrascaeta abre uma lacuna na construção ofensiva e amplia a chance de De la Cruz receber nova oportunidade. Como ele já atuou em funções mais recuadas e também pode ajudar na articulação, o uruguaio surge como peça versátil para a comissão técnica.
Ao mesmo tempo, o clube não parece disposto a acelerar qualquer processo. A lógica adotada é de controle, com preservação de minutos e uso mais racional do jogador em momentos estratégicos da temporada.
Isso pode beneficiar o Flamengo em duas frentes. Primeiro, porque mantém uma opção técnica experiente em um setor sensível. Segundo, porque evita desgastar um atleta que já exigiu acompanhamento específico em temporadas recentes.
Próximo passo no planejamento rubro-negro
Com a fase decisiva do ano se aproximando, a tendência é que De la Cruz continue sendo observado de perto. A comissão técnica quer medir a resposta do jogador a cada sequência de treinamentos e partidas antes de definir se ele ganhará maior protagonismo.
O cenário é claro: há melhora física, há disputa interna e há uma vaga em aberto no meio-campo. O uruguaio está no centro dessa equação e tenta transformar disponibilidade em minutos e minutos em impacto dentro de campo.
Para o Flamengo, o desafio é extrair rendimento sem perder o controle da carga. Para De la Cruz, o objetivo é simples e direto, voltar a ser uma solução frequente em um elenco que entra na fase mais exigente da temporada.
Perguntas frequentes
De la Cruz está confirmado como titular? Não. O material informa apenas que ele vive melhor momento físico e disputa espaço no meio-campo.
O que mudou na situação dele no Flamengo? Ele ficou mais disponível ao longo de 2026, mas passou a enfrentar concorrência maior por posição.
Quem explicou a evolução física do jogador? Fernando Sassaki, chefe do departamento médico do Flamengo, detalhou o trabalho de regeneração e gestão de carga.
Qual é o impacto para o time? Com Arrascaeta como desfalque, De la Cruz aparece como opção para a criação, mas sem garantia de titularidade.
Fontes
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