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Futebol Internacional

Messi se despede da Argentina em último jogo oficial contra Benin

O camisa 10 faz seu último jogo oficial pela seleção nesta terça, em Buenos Aires, e a Argentina inicia a transição sem seu maior símbolo.

· 11 min de leitura
Messi se despede da Argentina em último jogo oficial contra Benin
Foto: jmmuguerza / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Em poucas linhas

  • Messi faz o último jogo oficial pela Argentina em amistoso contra Benin, no Monumental de Núñez.
  • A imprensa argentina e brasileira trata o adeus como o fim de uma era e o começo da transição.
  • Scaloni já definiu Cuti Romero como capitão, mas a camisa 10 segue sem herdeiro.
  • A transmissão será por geTV, no YouTube, e sportv, na TV fechada.

Lionel Messi se despede da seleção argentina nesta terça-feira, em amistoso contra Benin, no Monumental de Núñez, e o jogo encerra uma trajetória de duas décadas que mudou a história recente da Albiceleste. A partida é tratada pelas fontes como o último compromisso oficial do camisa 10 pelo país.

O adeus que a Argentina foi adiando

A saída de Messi da seleção deixou de ser hipótese e virou fato depois do anúncio de aposentadoria feito no fim de agosto, segundo Terra, Correio do Povo e Gazeta Esportiva. A CNN Brasil acrescenta que a decisão veio após o vice-campeonato mundial, em um desfecho que tornou inevitável a conversa sobre o pós-Messi dentro e fora do futebol argentino.

O peso do momento vem da soma de carreira, idade e contexto. Aos 39 anos, o atacante encerra a passagem internacional depois de uma trajetória longa, marcada por cobrança, decepções, retomadas e títulos que o colocaram no centro da identidade da seleção. As fontes lembram que o adeus chega depois de uma campanha recente que terminou com a Argentina ainda em fase de testes e, ao mesmo tempo, com a necessidade de reorganizar o futuro imediato.

Não se trata apenas de uma despedida simbólica. O jogo desta terça marca o último capítulo oficial de Messi com a camisa albiceleste, o que explica por que a cobertura jornalística trata o amistoso como evento esportivo e também como marco histórico para o país. A pergunta que passa a dominar a pauta é simples e difícil: quem assume o espaço deixado por um jogador que concentrou liderança, produção ofensiva e valor emocional por tantos anos?

Quem é Messi no histórico da seleção

As fontes convergem ao apresentar Messi como o maior nome da história da seleção argentina. O Terra diz que ele sai como recordista de jogos, gols e assistências, enquanto Gazeta Esportiva reforça que o atacante deixa a equipe como capitão e protagonista dos momentos mais celebrados da Albiceleste.

O Terra informa que a despedida vai ocorrer após sua partida de número 208 pela seleção, com 193 participações diretas em gols, somando 125 bolas na rede e 68 passes para companheiros. Já a Gazeta Esportiva registra 207 jogos, os mesmos 125 gols, além de ser o maior em assistências e o atleta com mais partidas em Copas do Mundo pela Argentina. A diferença entre os veículos fica restrita ao balanço de jogos, mas o retrato geral é o mesmo: Messi sai no topo de quase todas as listas relevantes da equipe nacional.

O ciclo também é apresentado de forma quase biográfica pelas reportagens. O Correio do Povo relembra a estreia em 2005, em amistoso contra a Hungria, quando o jovem entrou no segundo tempo e foi expulso antes de completar um minuto em campo. A Gazeta Esportiva recupera o mesmo início para mostrar como uma trajetória que começou com tropeço terminou com consagração, liderança e papel central nos maiores títulos da história recente da Argentina.

Esse contraste ajuda a explicar o tamanho da despedida. A seleção que um dia questionou se Messi conseguiria assumir o peso do time passa agora pela situação inversa: tenta entender como será competir sem ele. É por isso que o adeus não é lido apenas como homenagem, mas como mudança de era.

Os títulos que sustentam o legado

As fontes também se dedicam a lembrar o que Messi conquistou com a seleção, porque o tamanho da despedida só se entende pela lista de troféus. O Terra cita as Copas América de 2021 e 2024 e o Mundial de 2022. O Correio do Povo acrescenta a Finalíssima de 2022, enquanto a Gazeta Esportiva inclui ainda o ouro olímpico em Pequim.

Essas conquistas não aparecem como detalhe estatístico. Elas ajudam a explicar a virada de percepção em relação ao jogador. O período mais duro, marcado por derrotas em finais e por críticas pesadas, deu lugar a uma reta final de carreira internacional em que o capitão passou a ser visto como líder incontestável da equipe. A própria imprensa consultada usa expressões como romance eterno, consagração aguardada e protagonista dos maiores momentos de alegria da história argentina.

O título mais lembrado, pela força esportiva e simbólica, segue sendo a Copa do Mundo de 2022. Terra e Gazeta Esportiva tratam o troféu como a grande marca da passagem de Messi pela seleção, enquanto o Correio do Povo recorda também o vice-campeonato no Mundial de 2026, resultado que fechou a participação internacional do atacante e antecedeu o adeus definitivo.

Na prática, a coleção de troféus explica por que o futebol argentino vive um momento raro. A seleção não está apenas perdendo um craque. Está encerrando um ciclo no qual a referência técnica, a liderança do grupo e a imagem pública do time carregaram o mesmo rosto.

Benin entra como adversário do adeus

O rival da despedida é Benin, citado pelas fontes como um adversário inesperado para uma noite de homenagem. Terra e Gazeta Esportiva informam que o duelo acontece no Monumental de Núñez, casa do River Plate, em Buenos Aires, com bola rolando às 20h, no horário de Brasília.

Para a seleção africana, o jogo também tem valor esportivo. O UOL registra que Benin vê o confronto como oportunidade de medir forças contra um rival importante, enquanto o Correio do Povo traz a fala do goleiro Marcel Dandjinou, que promete tentar defender até eventual pênalti de Messi e descreve a chance de atuar contra o argentino como algo incrível.

As reportagens também mostram que a atmosfera será de celebração. O Lance afirma que a partida terá festa montada em homenagem ao craque, e o R7 aponta que todos os campeões mundiais de 2022 estarão no jogo de despedida. A presença desse grupo reforça o caráter coletivo da noite, que não se limita ao adeus individual, mas à lembrança de uma geração inteira.

Esse cenário explica por que o amistoso, embora não valha pontos, ganhou centralidade no noticiário do dia. O jogo é o palco para a despedida, mas também funciona como fotografia do momento atual da Argentina: um time que ainda tem base vencedora, porém já convive com a necessidade de reconstruir sua imagem sem a figura mais dominante de sua era.

Como a Argentina chega para a transição

A CNN Brasil diz que a dúvida sobre o pós-Messi já existia antes mesmo do anúncio da aposentadoria. O veículo ouviu jornalistas argentinos que colocam a questão em paralelo com o que ocorreu depois de Maradona, em um debate que atravessa gerações do futebol do país.

Entre os entrevistados, Ezequiel Fernández Moores lembra que a Argentina já viveu pergunta parecida no passado. Seba Roggero, por sua vez, avalia que o processo pode ser ainda mais tortuoso desta vez, porque Messi levou muitos anos para se consolidar como símbolo da seleção e não existe um sucessor óbvio com o mesmo peso imediato.

Lionel Scaloni, técnico campeão mundial, também entrou nessa discussão. A CNN Brasil registra que ele classificou Messi como insubstituível. O ponto é importante porque, mesmo com a saída do ídolo, a Argentina não entra em negação. O discurso do treinador admite a perda e tenta organizar a transição com realismo.

O primeiro movimento concreto já foi feito na braçadeira. Cuti Romero foi confirmado por Scaloni como novo capitão e já havia exercido a função em amistosos anteriores citados pela CNN Brasil. Isso indica que a hierarquia do vestiário começou a ser redesenhada antes mesmo da despedida oficial do camisa 10.

Camisa 10, liderança e vazio simbólico

Se a braçadeira tem dono, a camisa 10 ainda não tem herdeiro definido. A CNN Brasil informa que Scaloni pretende deixar a decisão para a próxima Data Fifa, em novembro, e que a ideia é que apenas um jogador use o número, preservando seu peso histórico. O técnico não fechou questão sobre o nome, apenas reconheceu a importância simbólica da escolha.

Esse ponto vai além da numeração. Na Argentina, a camisa 10 carrega memória, expectativa e comparação permanente com o passado. Messi ocupou esse espaço depois de herdar um símbolo associado a Maradona, e a troca de mãos agora volta a expor o tamanho da referência que está saindo de cena. Não é uma simples troca de uniforme.

As fontes sugerem que a transição será mais emocional do que tática no início. O time já vinha testando peças e dando minutos a jovens, segundo o UOL, mas a saída de Messi obriga o elenco a se reorganizar em torno de outros perfis de liderança e de produção ofensiva. O processo já está em curso, só que agora ganhou visibilidade máxima.

O desafio da comissão técnica é encaixar esse novo desenho sem perder competitividade. É por isso que a despedida também interessa a quem acompanha o futebol sul-americano de perto: a Argentina entra em uma etapa em que cada escolha de elenco passa a ser observada como tentativa de preencher o espaço deixado pelo maior nome da equipe.

Os testes recentes e o que muda no campo

O UOL informa que a Argentina começou o novo ciclo com testes e goleadas, incluindo a vitória sobre a Bolívia, e que a tendência é seguir dando minutos a jovens. Terra e CNN Brasil também relatam que a seleção vinha de partidas da mesma janela, com elencos usados para observação e ajustes.

A leitura conjunta dessas informações mostra que a transição não começa do zero. Ela já estava sendo preparada dentro da Data Fifa, mas a despedida de Messi acelera a necessidade de transformar testes em estrutura. Em outras palavras, o amistoso contra Benin encerra um capítulo e abre outro em que a comissão técnica terá de consolidar referências sem depender do camisa 10.

Esse movimento mexe com a lógica da equipe. Durante anos, a Argentina construiu boa parte do seu jogo a partir da presença de Messi entre as linhas, da sua leitura de espaços e da sua capacidade de decidir. Sem ele, a seleção passa a ter de dividir mais a responsabilidade entre os setores e encontrar outros caminhos para manter intensidade, controle e poder de decisão.

As fontes não detalham um novo desenho tático definitivo, mas deixam claro que a mudança é institucional e esportiva ao mesmo tempo. A braçadeira já mudou de dono. A camisa 10 ainda não. E o funcionamento do time entre esses dois pontos será a principal observação dos próximos compromissos.

Como assistir e qual é a cobertura prevista

O amistoso terá transmissão em geTV, no YouTube, e sportv, na TV fechada, segundo UOL e Terra. Essas são as informações práticas disponíveis nas fontes, suficientes para o torcedor acompanhar a despedida ao vivo sem depender de outras buscas.

A cobertura da imprensa também indica a dimensão do evento. O Lance destaca a montagem da festa no estádio, enquanto o Correio do Povo relembra momentos da carreira do jogador no Brasil, como a atuação em Porto Alegre em 2014, quando marcou contra a Nigéria no Beira-Rio. Essas lembranças ajudam a dar escala ao que está em jogo em Buenos Aires.

O entorno do amistoso, portanto, combina transmissão ampla, homenagem em estádio cheio e presença de ídolos do ciclo vencedor. É um pacote de despedida que vai além de um simples jogo internacional e explica por que o evento virou pauta central em portais esportivos do Brasil e da Argentina.

O que a despedida muda para a Argentina

A mudança principal é simbólica, mas seus efeitos são esportivos. A seleção perde o jogador que guiou o time por mais tempo, acumulou liderança e virou referência para gerações. Em troca, ganha a chance de redefinir funções antes de entrar em novas competições e de testar uma identidade menos dependente de um nome só.

As reportagens convergem ao apontar que o vazio será difícil de preencher. Mesmo assim, a saída de Messi não significa desmonte imediato. A Argentina ainda conta com base vencedora, treinador consolidado e peças que já têm convivência com o ambiente de pressão. O que muda é o eixo emocional do grupo, que deixa de orbitar o mesmo centro de sempre.

Para o torcedor, o adeus também funciona como ponto de partida para uma nova expectativa. A pergunta agora não é mais o que Messi ainda pode entregar pela seleção, e sim como a Albiceleste vai se reorganizar sem ele. A resposta não virá de uma vez, mas a transição começa nesta terça-feira, com Benin como último adversário oficial do capitão argentino.

FAQ

  • Quando acontece a despedida de Messi? Nesta terça-feira, em Buenos Aires.
  • Onde será o jogo? No Monumental de Núñez, casa do River Plate.
  • Onde assistir ao vivo? geTV, no YouTube, e sportv, na TV fechada.
  • Quem já foi escolhido como novo capitão? Cuti Romero foi confirmado por Lionel Scaloni.

Perguntas frequentes

Quando acontece a despedida de Messi?

Nesta terça-feira, em Buenos Aires.

Onde será o jogo?

No Monumental de Núñez, casa do River Plate.

Onde assistir ao vivo?

geTV, no YouTube, e sportv, na TV fechada.

Quem já foi escolhido como novo capitão?

Cuti Romero foi confirmado por Lionel Scaloni.

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